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Notícia

Riscos da mistura de patrimônio na PESSOA FÍSICA X PESSOA JURÍDICA

Publicado em 19/07/2022

Seja qual for o negócio, é comum que exista a mistura das contas da pessoa física e pessoa jurídica em várias empresas. Mas quais os riscos para o negócio? E para a pessoa física? Os riscos para essa ação são muitos, incluindo principalmente prejuízos e questões legais.

Entenda melhor quais são as consequências: Pessoa Jurídica Os prejuízos são muitos, podendo até ocasionar a desconsideração da personalidade jurídica, o que atinge não somente o patrimônio dos sócios, mas também do administrador, caso esse seja um terceiro. Além disso, há também o risco de uma possível responsabilidade tributária, conforme esclarece o artigo 50 do Código Civil. Art. 50. “

Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.” Em resumo, o prejuízo ultrapassa o limite da pessoa jurídica, atingindo também a sua pessoa física. Além da questão legal, é preciso levar em consideração o desenvolvimento do negócio.

A mistura dos patrimônios prejudica a gestão, que não conseguirá ter uma visão transparente de lucro e prejuízo. Sem uma visão completa do negócio, torna-se quase impossível executar as tomadas de decisões e o planejamento. Pessoa Física A pessoa física corre o risco de sofrer autuação por parte da Receita Federal do Brasil: O patrimônio do contribuinte pode sofrer diminuição, decréscimo patrimonial, ou aumento, acréscimo patrimonial. Para fins tributários, o acréscimo patrimonial somente poderá ser justificado com base no total dos rendimentos e receitas líquidas, sejam eles tributáveis, não tributáveis ou sujeitos à tributação exclusiva na fonte, acrescentado de outras receitas, como a venda de bens do patrimônio do contribuinte. Dessa forma, a soma dos rendimentos líquidos deverá ser sempre superior ao acréscimo patrimonial do período.

Se o aumento for superior ao total de rendimentos declarados, caracteriza-se como acréscimo patrimonial a descoberto, tributável pelo imposto de renda. O acréscimo patrimonial a descoberto consiste na comparação entre a renda líquida e a variação patrimonial do contribuinte, de modo que:

● (a) se renda líquida > acréscimo patrimonial = acréscimo coberto;

● (b) se renda líquida < acréscimo patrimonial = acréscimo patrimonial a descoberto. Com o poder e facilidade que a Receita Federal tem em fazer cruzamentos, o contribuinte pode cair em malha fina. Exemplos comuns da mistura de patrimônio entre pessoa física e pessoa jurídica:

● Pagamento de contas particulares dos sócios, sendo despesas fora das atividades da empresa;

● Saque de dinheiro do caixa sem a declaração da retirada de lucro;

● Compra de bens em nome da pessoa jurídica, para fins particulares;

● Empréstimos tomados para os sócios.

Fonte: Informativo Agosto de 2021.

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